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sexta-feira, 11 de maio de 2012


Santo Brasileiro

A Igreja celebra hoje (11) os cinco anos da canonização de Santo Antonio de Sant'Ana Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil.

Frei Galvão foi canonizado por Bento XVI em 11 de maio de 2007, no Campo de Marte, em São Paulo (SP), durante a visita do Papa ao país.

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu no ano de 1739 em Guaratinguetá, no interior do Estado de São Paulo. Filho de uma família profundamente piedosa e conhecida pela sua grande caridade para com os pobres, o menino foi batizado com o nome de Antônio Galvão de França.

Frei Galvão viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio social e influência política. O pai mandou Antônio, com a idade de 13 anos, para Belém, na Bahia, para estudar no seminário dos padres jesuítas.

Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Frei Galvão ingressou no noviciado no convento de São Boaventura, na vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Em 16 de abril de 1761 fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina aceita e defendida pela ordem franciscana.

Um ano depois da profissão religiosa, Frei Antônio foi admitido à ordenação sacerdotal, em 11 de julho de 1762, no Rio de Janeiro. Depois de ordenado, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, para aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também exercitar-se no apostolado.

Em 1770, Frei Galvão foi designado confessor do Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo. Neste recolhimento, encontrou a irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas.

Frei Galvão faleceu em 23 de dezembro de 1822, por volta das 10 horas da manhã, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu padre guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do recolhimento que ele mesmo construirá.

O homem da paz e da caridade - Frei Antonio de Sant’Anna Galvão foi definido pela Câmara de São Paulo como ‘o homem da paz e da caridade’, por urna inspiração do Espírito Santo. E esta definição constitui a marca da vida do beato.

A devoção à Frei Galvão iniciou-se já na época em que foi enterrado no Mosteiro da Luz, em dezembro de 1822.

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