Papa Francisco se reúne com Conselho de Cardeais
Papa
Francisco se reuniu nesta terça-feira (1º), pela primeira vez, com o
Conselho de Cardeais criado para o aconselharem no governo da Igreja e
no projeto de reforma da Cúria Romana.
O grupo coordenado por Oscar Andrés
Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa, Honduras, e presidente da
Cáritas Internacional, inclui Giuseppe Bertello, presidente do
Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, Francisco Javier
Errázuriz Ossa, arcebispo emérito de Santiago do Chile, e Oswald
Gracias, arcebispo de Mumbai, na Índia. Reinhard Marx, arcebispo de
Munique e Freising (Alemanha), Laurent Monsengwo Pasinya, arcebispo de
Kinshasa, na República Democrática do Congo, Sean Patrick O’Malley,
arcebispo de Boston, nos EUA, e George Pell arcebispo de Sydney, na
Austrália, completam o elenco do conselho que tem como secretário Dom
Marcello Semeraro, bispo da diocese italiana de Albano.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa
Sé, padre Federico Lombardi, em coletiva realizada ontem (30) falou que o
Conselho de Cardeais tem a missão de estudar um projeto de revisão da
Constituição Apostólica Pastor bonus sobre a Cúria Romana.
“As palavras-chave para pensar nesse
método de governo que o Papa está configurando creio que sejam o caráter
sinodal, a ideia do caminhar juntos: uma Igreja que caminha junto em
seus diversos componentes e o Papa se coloca em caminho com essa Igreja;
e o discernimento, que é a busca da vontade de Deus mediante uma
consulta frequente e paciente”, explicou Padre Lombardi sobre o trabalho
que irá realizar o Conselho.
A Constituição Apostólica Pastor bonus (O bom pastor) foi publicada pelo Papa João Paulo II em 1988.
A estrutura dos principais departamentos
da Cúria Romana (dicastérios), as reuniões de cardeais e as visitas que
os bispos de cada país fazem regularmente ao Vaticano para se
encontrarem com o Papa e discutirem com ele a situação das suas dioceses
constituem alguns dos assuntos tratados no primeiro capítulo do
documento.
O texto define a identidade e funções da
Secretaria de Estado do Vaticano, congregações, tribunais, e conselhos
pontifícios, além das instituições ligadas à Santa Sé e outros
organismos da Cúria.
O diretor explicou ainda que o Papa não
está criando um governo colegial. “O Papa não está de modo algum
condicionado. Para dizer que é um governo colegial precisaria dizer que o
Papa ‘deve’ consultá-lo, ‘deve’ reuni-lo sobre determinados temas,
‘deve’… Não se trata disso: trata-se de um Conselho ao qual pode ser
pedido que dê o seu parecer.”
Por fim, o diretor da Sala de Imprensa
da Santa Sé reiterou que se trata do primeiro encontro do Papa com os
cardeais e que, portanto, não se deve esperar decisões relevantes.
Especificou ainda, que não serão publicados documentos de trabalho nem
está previsto nenhum comunicado final.
O conselho segue até quinta-feira (3) com as sessões de trabalho.
IOR divulga pela primeira vez relatório financeiro
O
Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como o Banco do
Vaticano, publicou nesta terça-feira (1º) em seu site, o seu relatório
anual relativo ao ano de 2012. É a primeira vez em 125 anos de história
que a instituição divulga publicamente o documento.
O documento demonstrou que em 2012, a
instituição registrou um lucro líquido de 86,6 milhões de euros. Isto
permitiu que o IOR pudesse fazer uma contribuição de 54,7 milhões de
euros para o orçamento da Santa Sé.
Com a divulgação, o IOR quer manifestar o
seu desejo pela transparência das atividades do Instituto, foi o que
sublinhou o presidente do IOR, Ernst von Freyberg.
“Desde o passado mês de março, iniciamos
uma estratégia baseada em três pilares. Um deles é abrir e manter um
diálogo com os meios de comunicação, dizendo como estão os fatos de uma
forma sistemática. E isto faz com que agora não tenhamos uma assessoria
de imprensa para o IOR. O segundo elemento é a criação de um site que
sirva como fonte digna de crédito sobre os fatos do Instituto. O
terceiro elemento é a publicação do relatório anual”.
Segundo, Freyberg o relatório contém
“uma descrição do nosso trabalho, um resumo de 2012 e os primeiros oito
meses de 2013. Além disso, o documento contém mais de 60 páginas de
declarações financeiras detalhadas com uma auditoria completa da KPMG
(Sociedade de Auditoria Internacional)”.
O presidente declarou ainda que o
relatório apresenta uma instituição com um patrimônio líquido de 15%,
“que é bem superior ao de instituições financeiras semelhantes”.
Para o presidente, o documento é
dirigido primeiramente aos mais de um bilhão de católicos no mundo “que
têm o direito de saber o que faz esta parte da Santa Sé”.
Acesse aqui o relatório no idioma inglês.
Fonte: Rádio Vaticano e Agência Ecclesia.
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